Bibliografia
em Português
2006  Raiz Editora / Lisboa Editora
2010  Porto Editora
2011  Porto Editora
2006  Verbo
1983  Lello Editores
1980  Europa-América
1981  Europa-América
1973  Modo de Ler
2006  Esfera do Caos
2011  11 X 17
2009  11 X 17
2009  Difel
2009  Verbo
2004  Difel
2011  Nova Delphi
2010  Relógio D` Água
2006  Dom Quixote
2003  Edições Caixotim
1983  Europa-América
2011  Parceria A. M. Pereira
2010  Opera Omnia
2010  K4
2010  Biblioteca Editores Independentes / Cotovia
2009  Calçada das Letras
2008  Biblioteca Editores Independentes / Assírio Alvim
2008  Leya
2008  Edições Caixotim
2008  Esfera do Caos
2007  Parceria
2007  Edições Caixotim
2007  Edições Caixotim
2007  Edições Caixotim
2006  Parceria
2006  Fronteira do Caos
2006  Edições Caixotim
2006  Edições Caixotim
2006  Editora Guerra & Paz
2006  Objecto Cardíaco
2006  Edições Caixotim
2006  Edições Caixotim
2006  Aletheia
2003  Dom Quixote
2001  Edições Caixotim
2001  Parceria
2000  Europa-América
1992  Cotovia
2006  Verbo
2008  Livros do Brasil
2005  Edições Asa
2002  Lello Editores
2000  Edições Asa
1994  Lello Editores
1993  Lello Editores
1993  Lello Editores
1991  Lello Editores
1991  Lello Editores
1990  Lello Editores
1990  Lello Editores
1989  Lello Editores
1988  Lello Editores
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1987  Lello Editores
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1986  Lello Editores
1985  Lello Editores
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1984  Lello Editores
1983  Lello Editores
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1981  Lello Editores
1981  Lello Editores
1981  Lello Editores
1981  Lello Editores
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1980  Lello Editores
1975  Lello Editores
1945  Lello Editores
2000  Europa-América
2007  Mel Editores
2000  Europa-América
1988  Europa-América
1984  Europa-América
1984  Europa-América
1983  Europa-América
1983  Europa-América
1983  Europa-América
1983  Europa-América
1980  Europa-América
2009  Opera Omnia
2009  Calçada das Letras
2009  Biblioteca Editores Independentes / Relógio D’Água
2008  Mel Editores
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2008  Bonecos Rebeldes
2007  101 Noites - Criação de Produtos Culturais
2007  INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda
2007  Ática
2003  Europa-América
2003  Folhas & Letras
2003  Edições Caixotim
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2001  Parceria
2001  Edições Caixotim
2001  Parceria
1999  Europa-América
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1999  Europa-América
1999  Europa-América
1995  Livraria Civilização Editora
1993  Europa-América
em Inglês
2012  Nabu Press
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2011  Nabu Press
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2009  BIBLIOLIFE, LLC
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2008  BASTIAN BOOKS
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em Espanhol
2008  ALIANZA
Camilo Castelo Branco
O nosso maior novelista entre os anos 50 e 80 do século XIX e um dos grandes génios da Literatura Portuguesa, Camilo nasceu em 1825, em Lisboa, e suicidou-se a 1 de junho de 1890, em S. Miguel de Ceide (Famalicão). Ficou órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove. A partir desta idade passa a viver em Vila Real com uma tia paterna. Aos 16 anos, casa-se em Friúme (Ribeira de Pena). Em 1844, instala-se no Porto com o intuito de cursar Medicina, mas não passa do 2.o ano. Em 1845, estreia-se na poesia e no ano seguinte no teatro e no jornalismo - atividade que nunca abandonará. Viúvo desde 1847, fixa-se definitivamente no Porto a partir de 1848 (onde, em 1846, já estivera preso por ter raptado Patrícia Emília). De 1849 a 1851 consolida a sua atividade jornalística, retoma o teatro, estreia-se no romance com "Anátema" (1851), conhece a alta-roda portuense bem como os meios boémios e é protagonista de aventuras romanescas.
Em 1853, abandona o curso de Teologia no Seminário Episcopal, funda vários jornais e em 1855 é o redator principal de "O Porto" e de "Carta". Já então o seu nome começava a soar nos meios jornalísticos e literários do Porto e de Lisboa: já alimentara várias polémicas e publicara alguns romances. Mas é a partir de 1856 que atinge a maturidade literária (no domínio dos processos de escrita) com o romance (ou novela?) "Onde Está a Felicidade?". É neste ano que inicia o relacionamento amoroso com Ana Plácido, casada desde 1850 com Manuel Pinheiro Alves. Por proposta de Alexandre Herculano, é eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa em 1858 - ano em que nasce Manuel Plácido, filho de Camilo e de Ana Plácido. Em 1860, Manuel Pinheiro Alves desencadeia o processo de adultério: em junho é presa a mulher e a 1 de outubro Camilo entrega-se na cadeia da Relação do Porto. D. Pedro V visita-o, em 1861, na cadeia, e a 16 de outubro desse ano os réus são absolvidos. É intensa a atividade literária de Camilo (não sendo a esse facto de todo alheias as dificuldades económicas): entre 1862 e 1863, o escritor publica onze novelas e romances atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Em 1864, fixa-se na quinta de S. Miguel de Ceide (propriedade de Manuel Pinheiro Alves, que, entretanto, já faleceu, em 1863) e nasce-lhe o terceiro filho, Nuno. Quatro anos depois, dirige a Gazeta Literária do Porto; em 1870 inicia o processo do viscondado (o título ser-lhe-á atribuído em 1885), e, em 1876, toma consciência da loucura do segundo filho, Jorge. No ano seguinte morre Manuel Plácido. A partir de 1881, agravam-se os padecimentos, incluindo a doença dos olhos. Em 1889, por ocasião do seu aniversário (16 de março), é objeto de calorosa homenagem de escritores, artistas e estudantes, promovida por João de Deus. No ano seguinte, já cego, impossibilitado de escrever (a escrita foi, no fim de contas, a sua grande paixão), suicida-se com um tiro de revólver. A casa de Ceide é hoje o museu do escritor.
Foi Camilo o primeiro escritor profissional entre nós. Dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular narrativas, conhecedor profundo do idioma, observador, ora complacente, ora sarcástico, da sociedade (sobretudo da aristocracia decadente e da burguesia boçal e endinheirada), inclinado (por gosto, por temperamento e formação) para a intriga e análise passionais (muitas vezes atingindo o sublime da tragédia, como no "Amor de Perdição"), este genial autor romântico deixou-nos uma obra incontornável (apesar de irregular) na evolução da prosa literária portuguesa. De facto, foi na novela passional e no "romance de costumes" que Camilo se notabilizou, legando-nos uma série de personagens ainda hoje inesquecíveis, quadros e situações que valem pela espontaneidade narrativa, pelo ritmo avassalador da ação, pela sugestão realista e ainda pela novidade temática, como em "A Queda dum Anjo". A sua versatilidade literária e criadora (aliada à necessidade de não perder o público com a progressiva influência de Eça e de Teixeira de Queirós) levam-no a assimilar (depois de ter parodiado) a atitude estética e os processos de escrita do Realismo e do Naturalismo, visíveis nesse notável livro que é "A Brasileira de Prazins" e em certa medida já iniciados com as "Novelas do Minho". A sua arte de narrar constituiu, a par da de Eça de Queirós, um modelo literário para muitos escritores, principalmente até meados do século XX.
As suas obras principais são: "A Filha do Arcediago", 1855; "Onde está a Felicidade?", 1856; "Vingança", 1858; "O Romance dum Homem Rico", 1861; "Amor de Perdição", 1862; "Memórias do Cárcere", 1862; "O Bem e o Mal", 1863; "Vinte Horas de Liteira", 1864; "A Queda dum Anjo", 1865; "O Retrato de Ricardina", 1868; "A Mulher Fatal", 1870; "O Regicida", 1874; "Novelas do Minho", 1875-1877; "Eusébio Macário", 1879; "A Brasileira de Prazins", 1882.
Além destas obras em prosa narrativa, assinale-se ainda os outros géneros (ou domínios) pelos quais se repartiu o labor de Camilo: poesia, teatro (de que se deve destacar "O Morgado de Fafe em Lisboa", 1861, e "O Morgado de Fafe Amoroso", 1865), dezenas de traduções (do francês e do inglês), polémica, prefácios, biografia, história, crítica literária, jornalismo e epistolografia (compreendendo mais de duas mil cartas). © 2003 Porto Editora, Lda.










