Bibliografia
em Português
2010  Porto Editora
1995  Ulisseia
2012  Editorial Estampa
2004  Arte Plural Edições
2004  Bertrand Editora
2011  Casa das Letras
2011  7 Dias 6 Noites
2010  Calçada das Letras
2009  Leya
2011  Contra Folha
2011  Aletheia
2010  FAKTORIA K
2009  Quasi Edições
2004  Editora Ausência
1994  INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
2009  Bertrand Editora
2009  Bertrand Editora
2011  11 X 17
1982  Bertrand Editora
1995  Bertrand Editora
1993  Bertrand Editora
1989  Bertrand Editora
2008  Editalma
2007  Editalma
2008  Editalma
2007  Colares Editora
2007  101 Noites - Criação de Produtos Culturais
2002  Dom Quixote
2001  Mel Editores
2001  Dom Quixote
2000  Dom Quixote
1997  Lyon Multimédia
1996  Europa-América
1995  Europa-América
1997  Bertrand Editora
1995  Bertrand Editora
2007  Quasi Edições
1997  Colares Editora
1997  Colares Editora
1995  Europa-América
1986  Dom Quixote
1985  Dom Quixote
em Português do Brasil
2006  Diversos
1996  Martins Fontes
em Espanhol
2004  TORREMOZAS
2002  TORREMOZAS
1991  TORREMOZAS
Florbela Espanca
Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crÃtica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implÃcitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicÃdio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da lÃngua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epÃgono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mÃstica, Florbela Espanca reata conscientemente ("Soror Saudade") com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no perÃodo de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antÃteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade ("Quem me dera voltar à inocência / Das coisas brutas, sãs, inanimadas, / Despir o vão orgulho, a incoerência: / - Mantos rotos de estátuas mutiladas!" ("Não Ser"); ou a forma como a busca do amor se volve essencialmente em busca de si mesma através dos estilhaços de um ser que não sabe ser sozinho: "Ó pavoroso mal de ser sozinha! / Ó pavoroso e atroz mal de trazer / Tantas almas a rir dentro da minha!" ("Loucura", in Sonetos). Florbela Espanca. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.










