Bibliografia
2011  HEROS LIMITE
1999  iUniverse.com
1995  ANVIL PRESS POETRY
1989  GALLIMARD
2009  F.C.E.
2009  F.C.E.
2009  ABADA
2000  F.C.E.
1997  ALIANZA
1989  VISOR
1988  MERCURE DE FRANCE
1987  MERCURE DE FRANCE
1985  MERCURE DE FRANCE
1973  MERCURE DE FRANCE
Giorgos Seferis
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1963
Poeta, ensaísta e diplomata grego, Giorgos Stylianou Seferiades nasceu a 29 de fevereiro de 1900, na cidade de Esmirna, e faleceu a 20 de setembro de 1971. Filho de um advogado e da herdeira de um grande proprietário, desde cedo se deixou apaixonar pela poesia, sobretudo graças à crença geral de que Homero seria seu conterrâneo. Aos catorze anos de idade já escrevia poemas.
Começou por estudar em Esmirna, mas a família mudou-se para Atenas em 1914, pelo que se transferiu para o Liceu Clássico, onde concluiu os seus estudos secundários em 1917. No ano seguinte a sua família mudou-se de novo, desta feita para Paris, e o jovem Giorgos matriculou-se no curso de Direito da Sorbonne, doutorando-se em 1924.
Regressando à Grécia em 1925, começou a trabalhar para o Real Ministério dos Negócios Estrangeiros grego. Continuando a escrever, publicou a sua primeira coletânea de poemas em 1931, com o título Strofi, seguindo-se I Sterna (1932). Em 1935 apareceu Mythistorima, obra em que Seferis concilia a mitologia grega com formas de expressão da modernidade. A sua admiração por Ulisses e pela Odisseia foi também expressa nos três volumes que formam aquilo que Seferis chamou de "diário de bordo", Imerologion Katastrómatos I-III (1940-55).
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Seferis fez parte de uma comitiva de funcionários públicos que partiram em exílio, vivendo temporadas na Ilha de Creta, no Egito, na África do Sul e em Itália. Terminada a guerra foi inserido no Corpo Diplomático, e nesse âmbito cumpriu missões nas representações do Líbano, Síria, Jordão e Iraque. Foi embaixador grego em Londres de 1957 até 1962, altura em que fixou residência em Atenas.
Em 1969 apresentou publicamente o seu descontentamento pelo rumo que a tomada de poder pelo ditador Papadopoulos (em 1967) estava a dar à Grécia. Tornou-se por isso bastante popular, sobretudo entre as camadas mais jovens.
Laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1963, a obra poética de Giorgos Seferis foi alvo de inúmeras reedições em diversos idiomas.
Giorgos Seferis. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.








